Saiba mais: as relações entre Brasil e Uruguai

HISTÓRIA DO URUGUAI   

     Até o século XVII, a região do atual Uruguai é habitada pelos índios charruas, chanaés e guaranis.

• 1624, os espanhóis criam uma colônia em Soriano.

 • 1680, os portugueses estabelecem a Colônia de Sacramento, mas são expulsos pelos espanhóis;

 • 1726, fundam São Felipe de Montevidéu. Em 1776, a colônia torna-se parte do Vice-Reinado do Prata.

• Entre 1810 e 1814, José Gervasio Artigas lidera uma insurreição armada e domina Montevidéu. Com o apoio da Argentina, o território é invadido por tropas portuguesas, que acabam por derrotar Artigas, em 1816. Em seguida, o Uruguai é ocupado por novas forças, dessa vez uma aliança luso-brasileira, que resulta na anexação do território uruguaio ao Brasil, em 1821, sob o nome de Província Cisplatina.

 • Um grupo conhecido como os 33 Orientais liderado por Juan Antonio Lavalleja, proclama, em 1825, a independência uruguaia e, em 1827, com a ajuda de tropas argentinas, expulsa os brasileiros. A Inglaterra, interessada no comércio com a região, apóia.

 • 1828 Ratificação da independência uruguaia, o que resulta no Tratado do Rio de Janeiro.

 –> As relações entre Brasil e Uruguai já vêm de muitos anos. Entre as principais podemos citar: 

 

    (1825 – 1828) Guerra da Cisplatina

Luta entre o Brasil e a Argentina pela posse da Banda Oriental, atual Uruguai. A guerra estende-se de 1825 a 1828.

Reivindicado pela Argentina, pois o território pertencia ao antigo Vice-Reinado do Prata até sua independência da Espanha (1816). O território é anexado ao Brasil em 1821, com o nome de Província Cisplatina.

Localizada na entrada do estuário do Prata, a Cisplatina (ou Banda Oriental) é uma área estratégica para brasileiros e argentinos em relação ao controle da navegação e do comércio de toda a Bacia Platina. O Brasil tenta mantê-la como província do Império. A Argentina pretende retomá-la ou, pelo menos, recuperar o controle político sobre ela.

No confronto com o Brasil, a Argentina alia-se aos patriotas uruguaios liderados por Juan Antonio Lavalleja e Fructuoso Rivera. Com o apoio do governo de Buenos Aires, eles conseguem desembarcar tropas em território da Cisplatina e marchar para Montevidéu. Cercam a capital e proclamam a independência uruguaia em 1825 reconhecida apenas três anos depois em 1828.

  

    (1839 – 1851) Guerra Grande 

A política no Uruguai ficou dividida entre dois partidos, os conservadores Blancos, liderados por Manuel Oribe e os liberais  Colorados liderados por Fructuoso Rivera.

Os partidos uruguaios associaram-se a facções politicas da Argentina. Os Colorados apoiavam os Unitarios, enquanto o líder do partido Blanco apoiava o ditador argentino Juan Manoel Rosas.

Em 15 de Junho de 1838, um exército liderado por Fructuoso Rivera, derrubou o presidente Rosas e os Unitarios formaram um governo exilado em Montevidéu e, com o apoio secreto dos franceses, Rivera declarou guerra a Rosas em 1839. Este conflito iria durar treze anos e ficar conhecido como a Guerra Grande.

O conflito teve participação dos estrangeiros residentes no Uruguai, entre eles Giuseppe Garibaldi, que foi nomeado chefe da marinha uruguaia.

O Brasil que inicialmente era aliado de Juan Rosas, os exilados Unitarios e os os uruguaios Colorados assinaram um pacto com o caudilho (chefe militar) argentino Urquiza.

Urquiza, com o apoio do exército brasileiro sob o comando do Duque de Caxias, entrou no Uruguai, derrotou Oribe e levantou o cerco a Montevidéu, seguidamente derrubou Rosas na Batalha de Monte Caseros, a 3 de Fevereiro de 1852. Com Rosas derrotado e exilado a Guerra Grande chegou finalmente ao fim.

   

 

  1852 – Batalha de Monte Caseros

A Batalha de Monte Caseros foi uma das batalhas da Guerra contra Oribe e Rosas (1851-1852) e parte da guerra civil uruguaia, denominada “Guerra Grande“, travada a 3 de Fevereiro de 1852, já ao final dos conflitos.             

Em 1851, o general e governador da provincia de Buenos Aires, Juan Manuel Rosas, declarou guerra ao Brasil. Em oposição a isto, fimaram um acordo os governos de Entre Ríos, Corrientes, Uruguai e o Imperio do Brasil. Por este tratado, o general Justo José de Urquiza se comprometia a atravessar o rio Paraná e combater Rosas. Duque de Caxias traçou o plano da batalha e dando cumprimento ao seu plano, a esquadra sob o comando de Grenfell forçou a passagem fortificada de Tonelero. O exército dos aliados desembarcou no porto de Diamante e foi ao encontro das forças de Rosas, que foram vencidas na Batalha de Monte Caseros em 3 de fevereiro de 1852. Culminando a derrota infligida a Oribe no Uruguai, com o reconhecimento final do Governo da Defesa de Montevidéu como único e legítimo, a  batalha de Monte Caseros determinou a queda definitiva do Governo de Juan Manuel de Rosas e propiciou a criação da Confederação Argentina, presidida pelo elevado a Brigadeiro-General Justo José de Urquiza.

 

 

    1864 – Guerra contra Aguirre 

 

Tudo começou quando, no ano de 1864, Argentina e Uruguai cortaram as relações.

O Uruguai que estava passando por um momento de maior alvoroço, tinha rixa contra os fazendeiros brasileiros, que recuperaram poder de terras que estavam invadidas, e muitos brasileiros que moravam no Uruguai eram vítimas de perseguições e desrespeito. 
As Tropas que estavam na fronteira faziam o possível para que as batalhas do Uruguai influenciassem o Rio Grande. Mas mesmo assim não teve como evitar e a guerra começou a atingir o território brasileiro. Foi então, que o general Venâncio Flores, que tinha poder no Uruguai, pediu apoio das tropas brasileiras, e que uma parte do Exército Brasileiro, fosse ficar em Montevidéu. 
As forças brasileiras que estavam localizadas na fronteiras tinham ordens de se vingarem e fazer de tudo para preservar os brasileiros.
Com toda a força das tropas brasileiras e a cooperação de Venâncio Flores, no final de 1864 formou-se a vila de Salto no rio Uruguai, que sem ter formas para resistir, foi obrigada a se render. 
Ainda no ano de 1864, as tropas brasileiras invadiram o Uruguai conquistando vários territórios, como Mello e Paiyandú, chegando a Montevidéu. 
Aguirre resolve invadir o território brasileiro, mas no ano de 1865, o seu mandato termina, e Venâncio Flores, seu sucessor provisório, declara o fim da guerra, e em 20 de fevereiro do mesmo ano, é assinada a convenção de paz. E as terras do Uruguai que estavam no poder do Brasil forma devolvidas.

 

     (1864 – 1869) Guerra do Paraguai 

A Guerra do Paraguai, ou a também chamada Guerra da Tríplice Aliança foi a maior e mais sangrenta batalha da história sul-americana.
A Guerra foi declarada no dia 11 de Novembro de 1864, após a apreensão de um navio brasileiro que transportava grande quantidade de ouro e o presidente da província do Mato Grosso, pelos paraguaios, ordenados pelo ditador Solano López. Influenciados pelo Brasil; os outros países da Bacia da Prata, Uruguai e Argentina, reuniram-se aos brasileiros, formando a Tríplice Aliança na luta contra o Paraguai.
Após batalhas muito importantes como a do Tuiuti (a mais sangrenta), a do Riachuelo (a maior batalha naval das Américas), a tomada de Humaitá, entre outras, os aliados (Brasil, Uruguai e Argentina) saíram vencedores do conflito. A guerra veio a acabar apenas em 15 de agosto de 1869 quando os aliados assinaram um documento, declarando restabelecida a paz.

 

    1970 – Operação Condor

Montada no início dos anos 1970, durou até a onda de redemocratização, na década seguinte.  

A Operação Condor foi uma aliança político-militar entre os vários regimes militares da América do SulBrasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai — criada com o objetivo de coordenar a repressão a opositores dessas ditaduras instalados nos seis países do Cone Sul. A função principal era neutralizar os grupos de esquerda opositores aos governos ditatoriais que se opunham aos regimes militares montados na América Latina. O primeiro passo da Operação Condor foi executar a imediata unificação de esforços de todos os aparatos repressivos dos países participantes.

 

    1991 – Mercosul

Essa aliança comercial visa  dinamizar a economia regional, movimentando entre si mercadorias, pessoas, força de trabalho e capitais. Inicialmente foi estabelecida uma zona de livre comércio, em que os países signatários não tributariam ou restringiriam as importações um do outro. A partir de 1 de janeiro de 1995, esta zona converteu-se em união aduaneira, na qual todos os signatários poderiam cobrar as mesmas quotas nas importações dos demais países (tarifa externa comum).

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